‘Um inocente divertimento literário (¡!), com amigos mais falsos do que o próprio Judas!’

Por Félix J. Castaño Fernández

Bom dia! 
Não quero é ABORRECER aos leitores (eu fico muito contente por poder escrevinhar aqui), mas vou contar-lhes uma pequena história, julgo que engraçada, que me aconteceu há já alguns anos, no inverno de 2009, por ser mais certo. O relato é mesmo verídico, mas não é uma ANEDOTA!
Eu estava naquela ocasião a passar alguns dias de férias no sotavento algarvio, quando uma límpida e tépida manhã de Janeiro me desloquei até a linda aldeia pesqueira de Santa Luzia (Tavira). Estive no seu porto, a dar um bom passeio na marginal, frente ao canal da Ilha de Tavira … e desfrutei imenso, enfim, do Parque Natural da Ria Formosa. Chegada que foi a hora do almoço, escolhi -ao calhas, não foi por AZAR- uma agradável tasquinha para recuperar as forças. Lembro-me que no cardápio não havia nem CACHORROS nem CÁGADOS na grelha, os meus pratos favoritos! Mas tinham, porém, muitas outras iguarias realmemente ESQUISITAS. A salientar os ESPANTOSOS camarões … eu PEGAVA e PEGAVA em camarões sem conta -por nao falar dos mexilhões, das navalhas …-, regados por vários VASOS duma rica e fresquinha GARRAFA de “Muralhas de Monção”!
Logo depois de dar cabo da habitual trilogía de café-pedras-bagaço, tirei algumas fotografias dos lindos paineis de azulejos com o nome de local … “Casa do POLVO”!. Um jovem casal português, numa mesa vizinha, olhava para mim com curiosidade. Então o homem começou a rir-se: “Jajajá … Muy bueno, el polvo, jajajá, ¡un buen polvo!”, disse ele num espanhol mais do que aceptável. Intercambiamos um sorriso de cumplicidade, mas a mulher não percebia mesmo nada: “O que é que se passa? De que estás a rir-te, pá? O que faz aquele PARVO espanhol?”. O gajo continuava com os risos, e concluiu a -palerma- conversa com a sua namorada, sempre na língua de Felipe Trigo: “Esta noche, ¡te voy a echar un buen polvo!”.
Para que logo digam que a gente portuguesa é toda mesmo triste, pá!
FIM.

(Esta pequeña broma se debe a otro ejercicio para mi nuevo curso de portugués. Se trataba de buscar “falsos amigos”, que ya saben que son palabras que se escriben igual en dos lenguas distintas pero que alcanzan significados completamente diferentes. En esta historieta he empleado los siguientes. ANEDOTA es chiste, no un pequeño relato de un hecho verídico (nuestra anécdota). ABORRECER, en portugués, no significa odiar sino simplemente aburrir. O AZAR es el infortunio, la mala suerte. Y no, como entre nosotros, la mera casualidad. Un CACHORRO no es una cría de animal: es, más bien, un perrito caliente. Llaman CÁGADO al primo de la tortuga, nuestro tranquilo y tan extremeño galápago. ESQUISITO, pero con ese, se corresponde con algo muy raro, muy extraño. Lo ESPANTOSO no produce miedo sino admiración, pues se trata de lo fabuloso, lo fantástico. VASO equivale a florero, jarrón. PEGAR no es agredir, sino coger algo de la mesa. Una GARRAFA no es un recipiente de cinco litros o de media arroba: no pasa de una simple botella. PARVO, del latín “parvus”, en español es algo pequeño. Aunque en portugués es, sobre todo, sinónimo de simple, tonto. Y, finalmente, la palabra clave del texto, POLVO, no indica ni motas o partículas que limpiar, ni tampoco, en su acepción más vulgar, coyunda sexual. Um polvo português es un pulpo español: el sufrido y siempre porraceado octópodo.
Espero, al menos, haberles provocado una sonrisa. ¡Esa era la idea!
Obrigado pela vossa paciência! Y agradecido, también, a “mi editor”, J. J.

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